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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sobre o 8º Seminário PMI-RS - 4/10


Não vou negar, que minha principal ida a esta palestra foi pagar uma dívida com o Edivandro, que conheci no seminário do ano passado, já que ano passado perdi a palestra dele, inclusive, curiosa história de 2010.

Estava ele conversando com alguém no stand do PMIRS, posso errar a pessoa então não citarei, e eu cheguei por ali conversar fiado com outra pessoa, mas acabei ouvindo por cima o assunto, e era Métodos Ágeis, de pronto e comumente, chego de bicão no assunto e no desenrolar, comentei que perdi uma palestra sobre o assunto, em que ele mencionou que era a dele, e então tive um resumo em particular desta.

A base do que ele apresentou ano passado foi a sua dissertação, "Gerenciamento ágil de projetos: proposta e avaliação de método para gestão de escopo e tempo"
e este ano o seu livro "Gerenciamento ágil de projetos – aplicação em produtos inovadores" um apronfudamento da mesma com a inclusão de outros autores.

Citando os pontos que me chamaram a atenção, ele iniciou apresentando informações sobre inovações, como os 7 principios da inovação segundo Steve Jobs, em livro recente sobre o mesmo, recitou a máxima que tenho usado de "as vezes não vale o que se sabe, mas conhecer quem sabe", e que querendo ou não, um projeto inovador deve ser planejado por 1 ou 2 semanas, para não se fazer "caca" e a perder-se a oportunidade da inovação.

Ressaltou os Princípios do Gerenciamento Ágil Projetos (GAP) e os Princípios dos Métodos Ágeis, e aquela parte bonita de passar valor e desafiar a equipe para se obter bons resultados, e algo que desconhecia, que o que chamamos de quadro Kanban, de uma forma pouco diferenciada, é chamado de quadro semântico pelo pessoal da área de design.
Mencionou sobre com é importante o ambiente inteiro estar em sinergia para o desenvolvimento de novas ideias, e exemplificou com o segredo por anos guardado dentro da Toyota, o mítico Oobeya Room.

 

Concluindo desafiando/ idealizando, a criação de um toolkit de práticas e pessoas para a gestão de projetos.

Sobre o 8º Seminário PMI-RS - 3/10

A segunda palestra que vi no VIII Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMI, foi a "Gerenciamento de Portfólio: Alinhando o Gerenciamento de Projetos à Estratégia da Empresa", ministrada por Norberto Almeida.

*Vou ser mais suscinto neste post, e seguintes :D

De acordo com o exposto pelo Norberto Almeida, a governança deve estar diretamente ligada e encaixada com o alinhamento estratégico, nenhuma novidade, todos sabem, assim como aquela frase "Nunca deixe para amanhã o que pode fazer hoje", mas dúvido que tu, tu mesmo lendo isso, nunca tenha deixado pra amanhã o que podia ser feito hoje :D

Ele utilizou muitas referências a pesquisa de benchmarking do PMI BR (alias, responda para 2011, e resultados anteriores em pmsurvey.org), comentando ligações do porfolio a estratégica empresarial (assunto também abordado pela pesquisa), e também comentou sobre os resultados da sua pesquisa (também em aberta, aqui) e do seu livro, que ainda não li mas pareceu ser bem interessante, Gerenciamento de Portfolio.

Outra fonte importante ressaltada foi o Portfolio Management do PMI.

Ressaltou para se explorar métricas e indicadores para medição de desempenho, basicamente pela ideia de que "o que não se mede, não se gerencia", e que o melhor portfolio será aquele que tiver o melhor mix de projetos.

Sinceramente para mim não houve tanta novidade, o que mais valeu foi o repasse sólido de informações, a certeza de alguém que trabalha na área com algumas ideias que me fizeram crer que não estou "fora da casinha".

Este assunto de seleção de projetos em um portfolio estou a explorar no meu trabalho de conclusão de curso, assim como métodos ágeis exposto no post anterior sobre a palestra do Alexandre Magno, e no próximo do Edivandro Conforto.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sobre o 8º Seminário PMI-RS - 2/10

Neste post escrevo sobre a palestra do Alexandre Magno, intitulada "Mr. Roi e a verdadeira história de um projeto Scrum"

O Alexandre Magno, diretor da Adaptworks, empresa patrocinadora Ouro do evento, além da palestra também ministrou o Treinamento Oficial CSPO (Certified Scrum Product Owner) nos dias iniciais do Seminário, sendo aqui o perfil dele e aqui como foi anunciada a sua palestra no evento.

A sua palestra baseia-se no uso de 2 personagens, o Mr. Roi (de Return of Investiment=Retorno sobre Investimento, representando um devoto dos métodos ágeis) e o Mr. Walter Fall (de waterfall=cascata, representando um "engessado" por métodos tradicionais de desenvolvimento).

Ao começo tentou tirar que a palestra seria focada só em TI (Tecnologia da Informação), mas não teve como, é um nerd, e notei que alguns que olhavam a sua palestra deram uma boiada em alguns termos, mas nada que prejudicasse o entendimento geral, acredito eu, e depois de algum embasamento teórico sobre os métodos, onde como costume, ao ouvirem que em Agile não se trabalha com escopo fechado, teve aquele "murmurinho", e então apresentou esta figura na qual está o "kernel" (núcleo, centro) da explanação.
A fonte original desta figura talvez não seja esta, mas eu copiei daqui http://www.lostgarden.com/2006/04/managing-game-design-risk-part-i.html.

A figura, dedutivelmente, tem em X a tecnologia a ser usada e Y os requisitos do sistema, e baseia-se em que quanto menos se souber dos requisitos, e menos se ter conhecimento da tecnologia a ser usada, maior terá que ser o seu acordo com o seu Santo preferido. E pensando-se em TI, o Mr. Walter Fall fará todo o Gerenciamento do Projeto pensando estar na área verde da figura, sendo que atualmente desconheço algum projeto que não tenha estado sua vida em maior parte na área laranja, a denominada Complexa da figura, portanto, o Mr. Roi se dando melhor no Gerenciamento por este estar atrelado ao Scrum, que obviamente foi o método no qual o Alexandre baseou a sua apresentação.

Gostei da questão que comentou que os métodos ágeis serem excelentes para processos empiricos, ou seja, ideial para TI, mas que para certos projetos o modelo do Mr. Walter Fall é mais eficiente, como na área de engenharia civil.

E até foi este o assunto de um dos melhores bate-papos que tive durante o seminário com alguns conhecidos, onde apesar de eu ser signatário dos métodos ágeis, fui o defensor do modelo tradicional, o waterfall, para estes tipos de projetos de engenharia civil, e um engenheiro civil que defendeu os métodos ágeis para a construção, interessante, mas algo que não descobrimos como fazer na prática, ainda.

Retornando aos pontos que achei interessante da palestra, o Alexandre, salientou bem a questão da medição do andamento do projeto, em métodos ágeis marcamos a evolução do projeto sobre a quantidade de entregas, mas no modelo tradicional é um porcentagem do total, mas e se nessa porcentagem não tiver sido gerado nada ainda, como um levantamento de requisitos não terminado mas que já consumiu algumas semanas/ meses? De acordo com o plano do projeto pode já se ter uns 30% concluídos, mas nestes 30% não tem nada "entregável", fora toda aquela questão de princípios, valores e práticas, sendo sobre esta parte de entrega a melhor de todas, a de se ter um feedback real, pois, sempre se deve trabalhar com a premissa que o cliente não sabe o que ele realmente quer, até mesmo entre setores de TI de acordo com muitos bate-papos informais, mas claro, há excessões.

Findando a palestra, obviamente o Mr. Roi terminou o seu projeto com sucesso e o Mr. Walter Fall ainda está enrolado com as mudanças requiridas pelo cliente, pois o modelo tradicional só trata de mudanças ao término e coisas assim.

Gostei muito, e usarei com certeza, a imagem mais semelhante de como é o trabalho de um Gerente de Projetos (ou outro dos infindáveis nomes usados).


E para encerramento ele citou uma frase do Stephen Hawking dizendo estarmos no século da complexidade, e reforçou para que todos os presentes estudem sistemas complexos, e como naturalmente um agilista faz, deixou uma "pulga atrás da orelha" em todos, não seria a hora de trabalharmos em Gestão de Produto ao invés de Gestão de Projetos?



Até o próximo post :D

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobre o 8º Seminário PMI-RS - 1/10

Saudações Terráqueos que não querem saber do tal Agile/ Métodos Ágeis e acha que o mundo gira em torno de sí, #ficadica, #tbc

De conhecimento geral do mundo globalizado, que estes tais "Métodos Ágeis para Desenvolvimento de Software" (se notou ou não, o troço escrito anteriomente é um link, clica alí e saberá mais), estão tomando conta do mundo dos nerds da programação de softwares, e se alastrando de forma exponencial, ao ponto do PMI lançar uma nova certificação para Gerentes de Projetos, então, a temática "Projetos em um mundo Ágil" caiu muito bem ao VIII Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMI-RS

E a grade de palestra do evento foi interessante, e para mim, as palestras iniciais e finais, de cada dia, exemplificam a intenção do seminário e o que é importante para a carreira profissional em Gerenciamento de Projetos.

Tentando resumir em uma palavra, a da palestra inicial foi Ágil, com Alexandre Magno e a "Mr. Roi e a verdadeira história de um projeto Scrum", terminando o primeiro dia com Sustentabilidade, em palestra de Suênia Sousa a "A Sustentabilidade, como Valor para a Sociedade e para as Empresas". O segundo e último dia, começou com Globalização, por Erran Carmel em "Impacto do fuso horário no trabalho das equipes" e findou com Mudança, com Ismar Panigas e "Cultura, comportamento e mudança na sociedade contemporânea"

Fora as palestras, valeu muito o networking, e este ano pude constantar que assim como em eventos de informática, estou em casa, pois ao invés de apenas novas caras, revi muitas, e até larguei alguns "até ano que vem no próximo seminário" :D

Sobre este seminário, ao qual fui voluntário, apresentei pôster sobre meu TCC e ainda vi algumas palestras (:p), vou dedicar em posts próximos, release do assunto tratado na palestra citada, e claro, pitacos.
Vou largar "pingado" os posts não como tática de audiência, mas sim por, sem hipocrisia, preguiça, mas vou atualizando este post linkando os próximos.
 
5/10 - Palestra de Armando Terribili Filho, "Habilidades Valorizadas em um Gerente de Projetos"
6/10 - Rodrigo Oliva, "Inovação 2.0: Inovando a Inovação"
7/10 - Painel de Carlos Ernesto Dottori, André Iriart Corrêa e Magda Targa, "Mesa CIO"
8/10 -  Palestra de Roberto Evaristo, "Transparência de localização e profundidade de conhecimento: aumentando a agilidade de projetos distribuídos."
9/10 - Palestra de Vinicius Pagano, "Práticas e Desafios de Gestão de Projetos de Inovação em um Mundo Ágil"
10/10 - Palestra de Ismar Panigas, "Cultura, comportamento e mudança na sociedade contemporânea

0* já havia feito esta postagem antes das demais


Mas bem... "inté"

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sobre o Painel GRENAL no 8º Seminário PMI

basicamente reprisando o tópico criado na na comunidade Grêmio http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=22731&tid=5653017181696079026&na=1&nst=1

"
Bem, hoje no 8º Seminário de Gerenciamento de Projetos do PMI-RS, houve um painel com a presença da conselheira do Internacional, Diana Oliveira, e o conselheiro e presidente da Grêmio Empreendimentos, Eduardo Antonini, mediado pelo jornalista da RBS Lasier Martins.

Tudo ia bem, sem contar o fato de não haver números e objetividade pela parte colorada, mas aceitável, visto que não fazem o Gerenciamento de Projetos da reforma do Beira Rio, eles delegaram tudo pra terceiro, ou seja, se der M, eles vão julgar a culpa no terceiro... eu não fico seguro trabalhando assim... mas enfim...

Pela parte gremista, o Antonini sabia do que tava falando, e até colorado teve que respeitar o homem, que passou vários informações dignas de quem está ligado ao tal Gerenciamento de Projetos, onde saliento que achei interessante é que só 10% da mão de obra é local, que por momento o único risco não reconhecido e que acarretou maior atraso foi o frio que quase matou os nordestinos (e que alias, sabiam que a cada 2 meses é fretado um avião pra levar os indivíduos pra visitarem as familias?), que os lugares a mais que serão construídos agora foi porque que o BNDES reanalisou a ficha e ai liberou mais verbae também por isso que o Arena será auto sustentável :D

Tem outros pontos #fail da parte colorada, que é digno deles ficarem preocupados, mas já escrevi demais aqui!

MÃS.... enfin, sintetizando a parte mais humorística do painel, como devem saber, o Grêmio só vai entregar o Olímpico pra ser demolido depois do Arena estar funcionando, e o Inter como vai reformar, ficará nas previsões da Diana, fechado de Dezembro a Abril, ou seja, sem estádio e ai sai que alguns jogos do Gauchão será em estádios de outrem, e pediu na lata o estádio Olímpico emprestado :D
"

Reforçando a postagem, o link para notícia oficial do do mesmo está em http://8seminario.pmirs.org.br/site/noticia/visualizar/id/63/?Nem_so_rivalidade_marcou_o_painel_sobre_obras_dos_estadios_de_futebol_de_Gremio_e_Inter___.html